Tarefas Colaborativas - Acelerando a Escrita

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Location: Joinville, Santa Catarina, Brazil

Sou professora formada em letras e pós-graduada na área. Exerço esta função há 15 anos, 12 deles na Rede Municipal de Ensino de Joinville. Sou casada, mãe de uma linda menina (6 anos)e como profissional, busco constantemente melhorar o meu desempenho nas práticas educativas no ambiente informatizado, onde trabalho atualmente.

Tuesday, July 04, 2006

TRABALHO DE CONCLUSÃO
PROJETO DE VÍDEO - ALIMENTAÇÃO SAUDÁVEL

Título: Alimentação e qualidade de Vida – Interação Educativa numa Perspectiva Transdisciplinar
Identificação: Maria de Fátima Belmiro - Rua Guilherme, 1095, Costa e Silva, Joinville - SC.
Parcerias Professores de todas as disciplinas da escola, supervisoras, orientadoras, enfermeiras do posto de saúde local, nutricionista da prefeitura e com os alunos de todas as séries (1ª a 8ª série).
Justificativa: No momento atual, o termo segurança alimentar se tornou destaque em todos os países, e representa a responsabilidade do governo de garantir a produção, a distribuição e, principalmente, o consumo da quantidade e qualidade dos alimentos que cada pessoas precisa ter. Assim, o tema alimentação se transformou numa preocupação vigente, atingindo até o setor da saúde, onde os médicos compreendem a ligação de muitas doenças com a inadequação alimentar. Sabe-se que em relação ao acesso ao alimento, grande número da população precisa da intervenção política governamental, mas, quando o fator se refere ao consumo inadequado, sente-se haver necessidade também da intervenção da escola, no sentido de orientar nutricionalmente nossos alunos e a comunidade, para saber selecionar e quantificar os alimentos a serem consumidos. Existe uma idéia de que comer bem é comer muito ou comer carne, o que não é verdade, segundo a opinião do doutor em nutrição, José Eduardo Dutra de Oliveira. É preciso ensinar as pessoas a comerem nutricionalmente bem, e exigir políticas e programas que promovam a boa alimentação. O que se pretende, com este trabalho, portanto, é desenvolver atividades educativas sobre nutrição com a comunidade escolar para conscientizá-la sobre a valor nutricional dos alimentos e a influência destes nutrientes no desenvolvimento humano, bem como, refletir sobre os problemas de saúde ocasionados por hábitos alimentares incorretos. Neste caso, pensa-se em ampliar o quadro de visão das pessoas sobre alimentação, que, normalmente, é fundamentado em conhecimentos muito superficiais, em propagandas de alimentos ou de dietas que até deveriam ser proibidas. Para se garantir a segurança alimentar populacional as pessoas precisam se alimentar de maneira correta e para que isso aconteça faz se necessário o conhecimento sobre os riscos à saúde quando a pessoa alimenta-se de forma inadequada.
Objetivos: Elaborar o cardápio alimentar praticado na família Conhecer os conceitos básicos da nutrição e saúde. Identificar os nutrientes e sua função no organismo. Selecionar e caracterizar uma dieta adequada a nossa alimentação. Valorizar os hábitos alimentares da região compatíveis com os fundamentos da nutrição. Reconhecer a importância da participação comunitária como meio de garantir o acesso a uma dieta adequada.Apropriar-se da capacidade de utilização de recursos tecnológicos para construir o conhecimento e comunicar-se.
CRONOGRAMA DAS ATIVIDADES DO PROJETO
ATIVIDADES A SEREM REALIZADAS
Agosto Levantamento do material teórico Como Pesquisa teórica livro, revistas, fitas/DVD (professores).
Agosto Reunião para o planejamento transdisciplinar Como Professores no auditório da escola junto com a equipe técnica-pedagógica para a elaboração e o compartilhamento do projeto.
Setembro Apresentação do tema para a comunidade escolar Como Lançar o tema utilizando um vídeo a importância da alimentação saudável, e expor a necessidade de se trabalhar com o assunto junto aos alunos em sala de aula.
Setembro
Levantamento dos conhecimentos prévios junto aos alunos Como Relacionar as dúvidas e as certezas sobre o tema identificando o que o aluno sabe e o que não sabe e precisa saber sobre o assunto.
Setembro Planejamento e distribuição das atividades a serem desenvolvidas junto aos alunos Como Cada professor responsabiliza-se por atividades a serem desenvolvidas junto os alunos.
Setembro/Outubro Desenvolvimento das atividades junto aos alunos Como Confirmar as certezas e solucionar as dúvidas utilizando-se de pesquisas; entrevistas na comunidade sobre o cardápio alimentar; seleção de vídeo sobre tema; filmagem dos momentos centrais do trabalho para exibição na socialização; construção do relatórios sobre o trabalho desenvolvido; montagem do jornal mural da escola.
Novembro Socialização dos trabalhos realizados Como Através da exposição de trabalhos em: -painéis, vídeos sobre o cardápio alimentar, - vídeos a respeito do conteúdo - comparativo entre cardápios identificados como inadequados e cardápios reconstruídos -relatórios dos alunos - exibição do vídeo produzido pela escola.
AVALIAÇÃO
A avaliação será contínua durante todo o processo observando-se a realização das atividades e intervindo sempre que necessário.Serão realizadas verificações de aprendizagem utilizando-se dos instrumentos utilizados na construção do conhecimento como as entrevistas, os relatórios, o desenvolvimento das atividades.




Wednesday, June 28, 2006


INTEGRAÇÃO DE TV E VÍDEO NO CURRÍCULO ESCOLAR

Os recursos audiovisuais exercem influência no desenvolvimento cognitivo, emocional e social da criança. Ativam um conjunto de fatores internos ( reflexão, percepção, estímulo, motivação), que geram ação e transformação. A televisão acrescenta novos conteúdos na a esfera do conhecimento da criança; diante da tv a criança não é passiva, ela se envolve nas tramas das personagens, vivencia os conflitos apresentados pelos enredos, podendo a partir dali criar condições para lidar com os seus próprios problemas. A televisão ajuda a adaptar e ajustar o indivíduo no seu meio, sendo que muitos papéis dos adultos são incorporados pelas crianças através do diálogo que ela realiza com a tv. Assim sendo, a tv e o vídeo são capazes de influenciar positivamente no desenvolvimento cognitivo da criança; é preciso porém, que se exerça o controle sobre essa influência, buscando uma maior interação, a fim de que seja possível estimular os pontos positivos e evitar reforçar os aspectos negativos, que podem afetar o desenvolvimento saldável da criança. Então, cabe ao professor preparar-se para mediar a cultura televisiva e as necessidades de desenvolvimento cognitivas, sociais e emocionais dos alunos, conforme expressa o texto A INTEGRAÇÃO DE TV/VÍDEO ÀS ATIVIDADES CURRICULARES.

Monday, May 29, 2006


A IMAGEM VIDEOGRÁFICA A SERVIÇO DA EDUCAÇÃO
Quadro de Análise e Classificação de Programas Televisivos

Os programas de maior audiência na televisão divulgam baixo percentual de conteúdos educativos, não apresentam relação direta com as informações para a formação intelectual do cidadão, uma vez que estas já aparecem interpretadas, conduzindo o espectador a absorver as idéias de modo passivo e a concordar com elas.
Há forte preocupação da mídia em ganhar audiência e, em detrimento disto, investem na produção de informações sobre questões corriqueiras, alienando a população, transformando-a numa espécie de consumidora atomizada.
A avaliação que aqui se faz dos programas exibidos na TV aberta, nos horários de maior audência, é de que os mesmos não atendem aos interesses do cidadão brasileiro, quando estes dizem respeito à acessar as informações de forma neutra para interpretá-las de acordo com as próprias convicções; ampliar a visão de mundo a partir dos acessos permitidos, sendo que estes envolvam as pessoas em discussões e debates importantes, cujos resultados repercutam positivamente na vida e na sociedade; experimentar o belo de forma mais abrangente, através da manifestações da arte e cultura popular, para interagir e absorver melhor o mundo que nos cerca.
Assim pensando, a escola não deve afastar-se dos textos escritos priorizando apenas a introdução das questões por intermédio das imagens videografadas. Ela deve sim aproveitar-se deste recurso para inserir novas discussões com os alunos, ajudá-los a desenvolver olhares positivos acerca da sociedade e das convivências sociais. Assim, vai ser possível resgatar os valores e redefinir os comportamentos que foram distorcidos desde quando a Tv passou a sobressair-se como educadora dentro dos lares.

VENDO E COMPARANDO OS PROGRAMAS TELEVISIVOS
Os programas de auditório transmitidos para crianças, jovens e adultos, possuem características distintas na construção de cenários, uso de cores, sons e imagens.
O programa infantil analisado (TV Xuxa) se supera na questão de apresentação-show. Ele é bem elaborado, inteligente no sentido de utilizar recursos para prender a atenção da platéia mirim, que é seduzida pelos cenários bem decorados, com brinquedos, cores e sons. Ele é alegre, mexe de imediato como fantasia das crianças, introduzindo-as no mundo dos sonhos (nave espacial, castelos).
Já os programas para jovens e adultos (Video Show e Domingão do Faustão) são centrados na figura do apresentador. Não há o emprego de ludicidade na construção do cenário; os quadros exibidos são estruturados para cativar seu público apresentando fatos da vida de famosos ou de personagens de novelas; reforçando a propaganda sobre as produções da tv. Há intensa movimentação da câmara que faz um jogo de imagens entre as apresentador, apresentações,e convidados.

Monday, May 15, 2006

REFLEXÕES SOBRE A LINGUAGEM DA TV E DO VÍDEO
A televisão e o vídeo agregam valor ao processo educativo. Através destes recursos, dá-se movimento às aulas que, às vezes, são recebidas pelos alunos como algo repetitivo, monótono, inanimado. A sedutora linguagem da televisão, o jogo de imagens que apresenta, vestem o discurso na classe com uma nova roupagem, facilitando a interação do aluno no processo educativo. Neste caso, eles (os recursos eletrônicos) aparecem para combater as dificuldades “falta de interesse e desatenção dos alunos”, porque suas estratégias de comunicação e fantástica represenção vão de encontro ao imaginário do aluno, falando mais íntimo e recebendo imediata aceitação. O professor é orientador de processos, ele gerencia suas aulas, e para garantir atualizações permanentes de informações, e dinâmicas procedimentais, precisa apropriar-se da tv e do vídeo como instrumentos didáticos a serem por ele administrados. Assim, suas abordagens se tornam mais atrativas e as discussões dos assuntos, menos abstratas; conseqüentemente, mais acessíveis à compreensão dos alunos.

Friday, May 12, 2006


AS TECNOLOGIAS NO COTIDIANO ESCOLAR

A tecnologia está em toda parte, na nossa casa, no trabalho, nos espaços de lazer, enfim, não há como afirmar (comprovando a veracidade da afirmação) que não somos seus usuários.
O rádio, o controle remoto, a televisão, o vídeo, o DVD, o celular, o computador, as câmaras fotográficas, filmadoras, internet, são aparelhos presentes no nosso cotidiano, que nos inserem automaticamente no vasto universo tecnológico.
Analisando a utilização da tecnologia televisão nos lares e na escola, compreende-se que a sua presença nestes ambientes corresponde a diferentes necessidades. Em casa, a tv é entretenimento, na escola, recurso pedagógico; embora ocorra distorção na compreensão do seu uso e função dentro do processo educativo.
Em relação à distorção no entendimento da função da televisão como instrumento pedagógico, é importante mencionar que o aluno recebe a tv como um momento de descanso, porque ela, conforme defende Moran (1993), “Parte do visível, do imediato, próximo; que toca todos os sentidos, e com o corpo, com a pele, através dos recortes visuais, do close, do som estéreo envolvente.” E é esse poder inquestionável que vislumbra e marca os alunos, que torna a tv (para eles) um fim em si mesma. Mas o professor pode redirecionar esse olhar, oferecendo programas adequados, acompanhados por um planejamento que permita as associações, reflexões e interpretações; incluindo sempre a mediação, que é uma das mais importantes ações do professor no ambiente educativo. Dessa forma, a televisão cumpre o seu papel pedagógico e a aprendizagem esperada se efetiva de fato.
Tais considerações justificam a idéia de que a televisão por si só não pode educar o homem. É necessário que os seus expectadores sejam perceptivos, reflexivos, analíticos; já que a mesma solicita uma boa leitura interpretativa e capacidade para depurar e aproveitar o que de bom oferece.
Vivemos numa sociedade tecnológica, caracterizada por uma evolução sem precedente, ou seja, este mundo que nos cerca, que nos abriga, é tecnológico; só que não corremos o risco de sofrer a supressão pelas máquinas (como temem alguns) mas, se não quisermos explorar o novo e realizar a “antropofagia”1 citada por Andrade (1927), permaneceremos numa ignorância sem fim – impossibilidade de todos os acessos possíveis.
Nesse caso, o professor precisa estar incluído entre os que utilizam a tecnologia como veículo de acesso, deve fazer a tal antropofagia e ajudar os alunos a realizar leitura mais profunda da realidade. Ficar preso à ignorância em detrimento de uma suposta proteção (referência aos perigos embutidos na tv, no computador, na internet) representa atraso, inoperância, impotência. As mensagens depuradas garantem avanço pessoal e universal.

1 Manifesto antropofágico – lançado por Oswald de Andrade (escritor participante da Semana da Arte Moderna) que sugeria alimentar-se de tudo o que o estrangeiro traz para o Brasil, sugar-lhe todas as idéias e uni-las às brasileiras, realizando assim uma produção artística e cultural rica, criativa, única e própria.

Referência: MORAN, José Manuel. Leitura dos meios de comunicação. São Paulo: Pancast, 1993.