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Location: Joinville, Santa Catarina, Brazil

Sou professora formada em letras e pós-graduada na área. Exerço esta função há 15 anos, 12 deles na Rede Municipal de Ensino de Joinville. Sou casada, mãe de uma linda menina (6 anos)e como profissional, busco constantemente melhorar o meu desempenho nas práticas educativas no ambiente informatizado, onde trabalho atualmente.

Friday, May 12, 2006


AS TECNOLOGIAS NO COTIDIANO ESCOLAR

A tecnologia está em toda parte, na nossa casa, no trabalho, nos espaços de lazer, enfim, não há como afirmar (comprovando a veracidade da afirmação) que não somos seus usuários.
O rádio, o controle remoto, a televisão, o vídeo, o DVD, o celular, o computador, as câmaras fotográficas, filmadoras, internet, são aparelhos presentes no nosso cotidiano, que nos inserem automaticamente no vasto universo tecnológico.
Analisando a utilização da tecnologia televisão nos lares e na escola, compreende-se que a sua presença nestes ambientes corresponde a diferentes necessidades. Em casa, a tv é entretenimento, na escola, recurso pedagógico; embora ocorra distorção na compreensão do seu uso e função dentro do processo educativo.
Em relação à distorção no entendimento da função da televisão como instrumento pedagógico, é importante mencionar que o aluno recebe a tv como um momento de descanso, porque ela, conforme defende Moran (1993), “Parte do visível, do imediato, próximo; que toca todos os sentidos, e com o corpo, com a pele, através dos recortes visuais, do close, do som estéreo envolvente.” E é esse poder inquestionável que vislumbra e marca os alunos, que torna a tv (para eles) um fim em si mesma. Mas o professor pode redirecionar esse olhar, oferecendo programas adequados, acompanhados por um planejamento que permita as associações, reflexões e interpretações; incluindo sempre a mediação, que é uma das mais importantes ações do professor no ambiente educativo. Dessa forma, a televisão cumpre o seu papel pedagógico e a aprendizagem esperada se efetiva de fato.
Tais considerações justificam a idéia de que a televisão por si só não pode educar o homem. É necessário que os seus expectadores sejam perceptivos, reflexivos, analíticos; já que a mesma solicita uma boa leitura interpretativa e capacidade para depurar e aproveitar o que de bom oferece.
Vivemos numa sociedade tecnológica, caracterizada por uma evolução sem precedente, ou seja, este mundo que nos cerca, que nos abriga, é tecnológico; só que não corremos o risco de sofrer a supressão pelas máquinas (como temem alguns) mas, se não quisermos explorar o novo e realizar a “antropofagia”1 citada por Andrade (1927), permaneceremos numa ignorância sem fim – impossibilidade de todos os acessos possíveis.
Nesse caso, o professor precisa estar incluído entre os que utilizam a tecnologia como veículo de acesso, deve fazer a tal antropofagia e ajudar os alunos a realizar leitura mais profunda da realidade. Ficar preso à ignorância em detrimento de uma suposta proteção (referência aos perigos embutidos na tv, no computador, na internet) representa atraso, inoperância, impotência. As mensagens depuradas garantem avanço pessoal e universal.

1 Manifesto antropofágico – lançado por Oswald de Andrade (escritor participante da Semana da Arte Moderna) que sugeria alimentar-se de tudo o que o estrangeiro traz para o Brasil, sugar-lhe todas as idéias e uni-las às brasileiras, realizando assim uma produção artística e cultural rica, criativa, única e própria.

Referência: MORAN, José Manuel. Leitura dos meios de comunicação. São Paulo: Pancast, 1993.

1 Comments:

Blogger Gisa said...

Fátima,

Que bela reflexão, concordo em sempre estar em busca "do novo"!

Parabéns!

5:09 AM  

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